Pecado

28/abr/2011 - Nenhum Comentário
pecado

5/9/2008

Léia
Grupo de Oração Espírito Santo

Esse assunto não é o mais agradável de se falar. Por que?

Porque vai mexer em coisas que nós muitas vezes não queremos ver. Sabemos muito bem ver o cisco no olho do irmão, mas não vemos a trave que está no nosso olho. Isso é bastante comum acontecer. Os outros falham, não eu.

Na 1ª Epístola de São João 1, 8-9 está escrito “Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se reconhecermos os nossos pecados (Deus aí está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniqüidade”.

O assunto não é agradável, mas é salutar refletirmos sobre ele. Alguma luz há de se acender no nosso coração.

A Palavra de Jesus nos diz “Sede santos como vosso Pai é santo”. Nós não fomos criados para o pecado, mas para a santidade. E caminhar para a santidade significa: romper com o pecado. Trocar o velho homem com seu coração de pedra.

O pecado aconteceu já no início da criação. Adão e Eva viviam em harmonia com Deus. Em Gen 3, 2-5 “A mulher respondeu-lhe: Podemos comer do fruto das árvores do jardim. Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: Vós não comereis dele, nem o tocareis, para que não morrais”. Este capítulo revela a astúcia do tentador – a serpente. Vejam como ela “dialoga” com a mulher (ler Gen. 3, 1-5).

O pecado nunca se apresenta como coisa ruim. Ele é atraente e gostoso. Por isto, com a tentação não se dialoga. Eva cometeu 3 erros:

· 1º – dialogou com a serpente.

· 2° – obedeceu a serpente, desobedecendo a Deus.

· 3° – Não pediu perdão

Desde o princípio o maligno atormentou o homem com uma terrível tentação: “e sereis como Deuses conhecedores do bem e do mal”. O pecado do orgulho – Adão e Eva quiseram se deuses.

Hoje a tentação não mudou, continua a mesma – o diabo não é criativo. Há milênios suas tentações são as mesmas, e por estranho que pareça, estamos sempre a cair nelas.

São Paulo aponta a impiedade como sendo a raiz de todos os males. Ele dia que “os homens tendo conhecido Deus por suas obras não o glorificaram e preferiram voltar-se para si próprios e por isso caíram em todas as espécies de desvios”.

Se você tirar Deus do centro da sua vida, esse lugar não fica vazio. Será preenchido por outra coisa. Pecar é tirar Deus do centro de sua vida, é preferirmos a nós mesmos que a Ele, é colocá-lo à margem.

Olhe para a sua vida. Quantas vezes você ocupou o lugar que não lhe pertencia. Reveja os resultados. Quando você perde Deus perde tudo e o pecado toma conta de você.

O medo é um grande aliado do tentador: medo de não ser feliz, medo de não se casar, medo de perder o marido, medo de ser criticado, medo de perder oportunidades por ser honesto e por fim meda da morte. Nós pensamos: Comamos e bebamos, pois amanhã morreremos. Como se viver fosse só isto!!

Há também o medo de perder a liberdade! E por incrível que pareça, tentamos garanti-la defendendo-a de Deus, daquele que justamente nos deu a liberdade! Como se Ele quisesse tirá-la de nós! Deus nos ama e quem ama liberta!

Quem nos escraviza é o pecado, e não Deus. Precisamos defender a nossa liberdade, não de Deus, mas do violador que mantém as pessoas prisioneiras pelos seus vícios: álcool, fumo, drogas, jogo, mentiras, promiscuidade.

O salário do pecado é a morte! Alguém já viu o pecado trazer o bem àquele que pratica? Primeiro ocorre a morte da alma e depois do corpo. Quantas pessoas buscam libertações, curas e soluções para seus problemas no espiritismo, no ocultismo, nas videntes onde jamais terão benefícios; buscam a felicidade, a vida, a paz onde jamais podem ser encontradas.

Deus ama o pecador, mas detesta o pecado. Por que Deus o detesta? Porque o pecado mata o homem, o ser que Deus mais ama!

Não podendo nada contra Deus, o diabo ofende em suas criaturas – nós. Que sofrimento Deus padece pelo amor que tem por nós. Os 11,7 – “O meu povo é inclinado a separar-se de mim, convidam-no a subir para o altíssimo, mas ninguém procura elevar-se”.

Por mais temível que seja o diabo, ele nada pode fazer sozinho. Ele não pode nos lançar no inferno. Nós é que podemos os lançar a nós mesmos. São dois caminhos para escolher, a opção é nossa! Luz e trevas não combinam e por isso é importante arrancar do coração tudo o que ameaça a nossa salvação. Não podemos servir a dois senhores.

Não falar do pecado não significa que ele não existe. Ele é terrível, é bom, gostoso, atraente. Quando você admite se erro, você já caminhou no processo de libertação. O pior cego é o que não quer ver. Não dá para ajudar quem nega seus pecados.

O que fazer:

1º. Reconhecer o pecado – requer humildade. Eu sou pecador e Deus tem poder para me libertar e perdoar. Pecado que não confessado é pecado não perdoado! Foi para libertar-nos desse terrível inimigo que Jesus veio. Cabe a nós aceitar ou não a vitória que Ele nos conquistou.

Hoje vivemos em um mundo que perdeu o sentido do pecado. Não o reconhece mais! Veja as novelas, as propagandas, os programas de TV, se não for temperado de pecado, não dá ibope. E nós, somos coniventes: compramos revistas, assistimos novelas. Entramos “na onda”. Só você ganha em se reconhecer pecador.

2º. Arrepender-se – Você não deseja tanto o perdão de seus pecados, quanto Deus deseja perdoá-lo. Arrepender-se e desejar não tê-lo praticados e sentir tristeza por ter feito o mal e ofendido a Deus.

Quando o Espírito Santo nos confronta com a verdade para nos convencer a respeito do pecado, já começa a operar em nós para nos dar a graça do arrependimento. Arrepender-se significa mudar a maneira de ver as coisas e de vivê-las, é trocar a mentalidade velha por uma renovada, pela mentalidade de Cristo. Em Jo 3, 1-3 Jesus conversa com Nicodemos: “quem não nascer de novo não poderá ver o Reino de Deus”.

Deus perdoa logo a quem lhe pede. Não é Deus quem se beneficia, somos nós

os beneficiados, pois se não nos arrependermos adoecemos espiritualmente.

(Ver Mat 18, 21). Sem arrependimento não há perdão e o perdão é fator

fundamental na libertação do ser humano e da sociedade.

3º. Parar de pecar – romper com o pecado. Romper com o pecado é romper com

as ocasiões de pecado. Não se julgue tão forte, a tentação vencerá você. É aquela “vozinha” que te diz:aproveita a ocasião! Esta oportunidade não voltará a se repetir. E, à medida que lhe damos ouvidos, vai-se fazendo um rombo em nossa vontade. E quando você cai é essa mesma “vozinha” que lhe acusará: você é fraca, não tem palavra, etc. Com o pecado não se dialoga, se rompe! E também com as ocasiões que podem te levar a pecar.

É interessante notar que ninguém cai por, por exemplo, no alcoolismo da noite para o dia. Ninguém comete adultério de uma hora para a outra. “É preciso cultivar as ocasiões”. Não se esqueça que o pecado fascina, ele é atraente e de aspecto bom! É gostoso! O jovem que ser casto não o conseguirá buscando namorar em casa ou num estacionamento escuro a sós. A carne é fraca para o pecado.

Precisamos ter os olhos bem abertos para extirpar o pecado da nossa vida antes que ele nos destrua. Sem estarmos decididos a abandonar o mau caminho, todo o resto é inútil. É preciso querer o que se pede.

É preciso orar para que Deus fortaleça a nossa vontade. Sem oração não há vitória. O que disse Jesus à pecadora? “Vai e não peques mais!”

4º. Destruir o corpo do pecado – Ou você destrói o pecado que está em seu coração ou ele destruirá você. Deus nos deu poderosos soldados para essa luta. Seus nomes são:

· O Sacramento da Penitência – Deus quis usar “do sacerdote” para nos dar o perdão. È Deus que perdoa os pecados. É em nome Dele que o sacerdote está ali. Muitas pessoas têm dificuldades em reconhecer no padre uma autoridade divina. Foi Deus quem lhe deu o poder de perdoar (Jo 20, 22-23).

A própria confissão nos obriga a “humilhação” porque é humilhante reconhecer os próprios erros. Vai aí um golpe no nosso orgulho porque o orgulho não gosta de confessar. Lembram-se do pecado de Eva e Adão? Eles não se humilharam apenas se desculparam com Deus.

Veja! É Jesus quem vencerá esse pecado para você, basta que você queira. Você quer? Não pense no amanhã. Pense hoje! Se você vencê-lo hoje provavelmente tê-lo-a vencido definitivamente. É o PHN – Por Hoje Não (vou pecar)!

· O Louvor – é o segundo soldado. O mal não vence um homem de louvor. Nos louvores Deus habita e onde está Deus o inimigo não fica.

· O Sofrimento – Também nos liberta e nos salva. Quando em meio aos sofrimentos não nos revoltamos, não odiamos nem ficamos reclamando para todas as pessoas dos males que padecemos, mas se em vez disto guardamos silêncio e o unirmos à cruz de Cristo, ele terá valor de salvação. Não destrua essa oportunidade de se unir a Deus. Oferecer a Deus um sacrifício de louvor é louvar a Deus no sofrimento.

Vale a pena refletir: Quais são os meus pecados? A qual estou mais apegado? Estou verdadeiramente arrependido?

Ler Eclo 21, 1-8.


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