Navegar sem riscos de naufragar

1/set/2011 - Nenhum Comentário

Alguns anos atrás, quando era preciso  fazer uma pesquisa escolar, o local mais indicado para se obter  informação era a biblioteca. Fazer a busca de um tema em várias  prateleiras, folhear dezenas de livros, transcrever ou fazer cópias de  algum conteúdo para iniciar um trabalho são coisas do passado. Muitas de  nossas crianças jamais entraram numa biblioteca com esse objetivo. A  internet mudou o ritmo de vida das pessoas mais velhas e incorporou-se  de maneira anatômica ao cotidiano da nova geração.

De acordo com a estatística da Netcraft  de agosto de 2011, estão à disposição dos usuários mais de 463 milhões de  sites, que são grande fonte de informação e entretenimento.

Com tantas possibilidades de escolha de conteúdo, cresce também, de  maneira proporcional, a preocupação de pais e formadores com relação ao  que está sendo acessado pelos filhos. Para isso, há muitos programas que  auxiliam na filtragem de conteúdos impróprios, mas sabemos que quando  há interesse em romper uma regra, outras possibilidades são criadas.

O acesso à web, atualmente, deixou de  ser exclusividade dos computadores. Os telefones celulares, hoje, são  equipamentos multifuncionais no sentido mais amplo da palavra. Por  intermédio desses aparelhos é possível assistir TV, fotografar, filmar,  ouvir rádio… e acessar a internet. Dessa maneira, se há algum computador  com programas de restrições em casa, o telefone móvel é a saída para  quem deseja romper ou burlar normas.

Como todo utensílio, a internet pode ser utilizada tanto para o bem quanto para o mal. E para não  permitir que alguém venha a naufragar nesse oceano de informação, uma  opção seria a conscientização dos objetivos a que se pretende alcançar,  quando a pessoa se dispõe a acessar a rede.

O conhecer nos transforma e traz vida  por meio de uma nova perspectiva. Assim, o contato com a informação  favorece, a cada um de nós, a abertura ao aprendizado e como resultado  nos traz a transformação da nossa consciência.

Conteúdos pornográficos,  de baixo nível ou de informações irrelevantes nos deixam como herança o  vício de um vocabulário chulo ou de hábitos impróprios, tanto para  jovens como para adultos.

Diante da necessidade de uma navegação  segura cabe a cada um de nós, internautas, zelar por aquilo que estamos  absorvendo como conhecimento. Pois nossos hábitos refletem aquilo que  costumamos acolher.

Para os formadores de opinião, responsáveis pela manutenção de um site, o desafio está em tornar seu conteúdo relevante a ponto de se destacar entre os demais por sua importância,  contribuindo com o desenvolvimento da formação humana e com a  credibilidade das informações contidas neste celeiro virtual. Dessa  maneira, asseguramos a liberdade de navegação para todos que entenderam o  verdadeiro propósito da rede mundial de computadores.

Por Dado Moura


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